Page 56 - Airpower in 20th Century - Doctrines and Employment
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            e realça aspectos capazes de influir na Expressão Militar de seu Poder Nacional. O
            estudo das campanhas militares, com seus erros e acertos, o respeito às tradições, o
            culto aos heróis, etc, trazem reflexos à formulação da doutrina, ao moral e à estrutura
            militares.
               As tradições históricas e militares constituem, ainda, fatores de influência sobre
            a Expressão Militar. Essas tradições, que cumpre cultuar e manter, não devem, por
            outro lado, apresentar obstáculos intransponíveis à evolução, ao desenvolvimento e à
            tecnologia militares. No equilíbrio entre essas idéias, às vezes opostas, está o acerto
            que revigora a Expressão Militar. Assumem, também, papel de destaque, os aspec-
            tos qualitativos dos recursos humanos; o apoio em maior ou menor grau da opinião
            pública nacional e mesmo internacional; a coesão interna e a vontade nacional. E,
            nesse contexto, ressalta a fundamental importância do Povo - expressão máxima das
            forças vivas da Nação -, como verdadeiro esteio das Forças Armadas, quando a elas
            se une, nelas se apóia e com elas se confunde. A população traduz sua indispensável
            solidariedade à Expressão Militar, através da opinião pública, que deve constituir,
            sem dúvida, preocupação constante quando se pretende manter em alto nível aquela
            Expressão do Poder Nacional. Nesse sentido, é imperioso o esforço para conservar
            integrados o homem militar e o homem civil, sem discriminações de qualquer natu-
            reza, sem privilégios, embora respeitadas suas diversas, mas naturais destinações.
               O papel que caberá às Forças Armadas brasileiras, nas próximas décadas, é mul-
            tifacetado e deve estar calcado em amplo debate, cujo resultado deverá ser tão sa-
            tisfatório quanto maior for o desenvolvimento da sociedade. O esboço de qualquer
            arranjo de Defesa, em um Estado democrático, para que possa contar com recursos,
            deve estar respaldado por uma base de legitimidade. Entendemos que, para a con-
            secução desses objetivos, devem ser consultadas personalidades representativas de
            diferentes espectros de opinião: ministros de estado, acadêmicos, analistas políticos,
            economistas, diplomatas, militares, jornalistas, todos com reconhecida competência
            na área de Defesa e alguns críticos do atual sistema de Defesa Nacional. Eviden-
            temente, que não se trata de deixar em mãos destes pensadores a formulação de
            políticas e estratégias militares. Trata-se, tão-somente, de ouví-los e de reunir novos
            conceitos e ideias, que permitam oxigenar antigos preceitos e identificar referenciais
            para a defesa do país, os quais estejam mais em sintonia com os desafios dos novos
            tempos e consentâneos com a realidade nacional.
               Tais contribuições, depois de avaliadas, por setores competentes do Ministério
            da Defesa, poderão ou não ser incorporadas no planejamento estratégico. Indubita-
            velmente, para a consecução dessa tarefa, mister se faz uma conjunção de esforços.
            Nesse sentido, somam-se, num processo sinérgico, o imprescindível apoio do Pre-
            sidente da República, a compreensão do Congresso Nacional, a efetiva colaboração
            do Ministério da Defesa e de outras áreas do Governo, a confiança e o respaldo dos
            Comandantes de Forças e a ativa participação de todas as forças vivas da Nação. Te-
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